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AISTHESIS: CENAS DO REGIME ESTETICO DA ARTE
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Autor: RANCIERE, JACQUES
Editora: 34 Ano: 2021 1ª Edicao
304 páginas

Publicado originalmente em 2012, aisthesis é provavelmente a suma da reflexão estética de Jacques Rancière sobre a modernidade nas artes — ou, mais precisamente, sobre a emergência moderna da noção de Arte, entendida como “um regime de percepção, de sensação e de interpretação” que, a partir da virada do século XVIII para o XIX, entra em diálogo com a “prosa do mundo”, passa a “acolher imagens, objetos e performances que pareciam ser os mais contrários à ideia de bela arte” e desde então obriga todos — artistas, críticos, público — a uma incessante necessidade de redefinição. No coração desse trabalho de redefinição estão certas noções clássicas de tempo, ordem, corpo e narrativa, cujas metamorfoses modernas Rancière persegue a partir das obras de arte e dos textos críticos mais variados. O ponto de partida pode ser um trecho da Estética de Hegel ou um artigo de jornal sobre uma trupe de acrobatas ingleses em Paris; um romance como O vermelho e o negro ou a performance de uma bailarina americana; os estudos de Rodin, as fotografias de Stieglitz, os filmes de Chaplin ou Vertov — as vias que Rancière elege são as mais variadas, mas o fio analítico e reflexivo não se perde nunca. Pois a variedade dos temas e autores convocados não obscurece nunca o propósito polêmico que dá norte a este livro magistral: Rancière quer escrever uma “contra-história” da “modernidade artística”, distante da ideia de uma ascensão triunfal da “autonomia” das artes, culminando nas vanguardas do começo do século XX. Como ele mesmo o diz, “quinze anos de trabalho me levaram a conclusões exatamente opostas”: o essencial da modernidade estaria no apagamento tanto das fronteiras entre as artes como da fronteira que as separa da experiência ordinária, histórica e prosaica.

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